Guardarei aqui as minhas experiências em Linux (coisas que funcionaram) como forma de ter um local aonde recorrer sempre que for necessário pois as vezes a memória nos atraiçoa. Aqui também serão divulgadas algumas notícias do mundo da Informática
Domingo, 20 de Junho de 2010
O meu primeiro Post - uma pequena reflexão sobre o software livre em Cabo Verde

Não querendo por agora armar-me em expert em questões de software livre mas, penso que, sendo um tema actual sempre e sendo nós um país onde os recursos abundam por defeito, e num mundo globalizado, mais tarde ou mais cedo vamos ter que esbarrar na lógica dos direitos autorais e ter que pagar a alguém por uma licença de utilização de um S.O. qualquer ou de um software qualquer.

Economicamente pensando sendo que não sou nenhum economista, mas basta termos um dedo de testa para vermos que o zé povinho não vai poder viver eternamente no "Mascadjom*" eterno pois sendo Cabo Verde um País com quase meio milhão de habitantes (possivelmente mais quem sabe...) vamos ser notados com certeza e a pirataria de software existente por cá nesses lados do Atlântico médio vai ter que cessar.

Ora bem se cessar, alguém terá que pagar o preço e esse alguém é o usuário final que terá que pagar por cada licença de software que precisar de utilizar, e num pais pobre pode ser facilmente evitado, criando desde cedo nas escolas secundárias, Universidades cabo-verdianas o espírito livre que é a essência do Cabo-verdiano e esse espírito livre pode e deve ser pela adopção do software livre, como base essencial para o desenvolvimento de conhecimentos informáticos, para além de criar oportunidades de criação a curto médio prazo um SO livre baseado nas necessidades reais de um país arquipelágico.

Fazendo um exercício simples por exemplo o nosso NOSI -  poderia ser o motor dessa nova fase da economia de Cabo Verde, pois sendo um gabinete governamental com a nata das TIC de Cabo verde, já poderiam ter (não tenho conhecimentos que tenham) em forja um S.O. que sirva por exemplo para ser utilizado no programa do governo Mundu Novú, levando assim ao governo poupar milhões de contos, que seriam por exemplo na formação profissional (na área de desenvolvimento de software livre e manutenção de equipamentos com software livre instalados) de jovens para terem uma ferramenta baseada nessa filosofia, possibilitando assim os mesmos terem meios de sobrevivência (através de actividade geradora de rendimentos)...

 

Porque não ....

 

Fico  por cá sem deixar de enviar um abraço de agradecimento ao meu Amigo de luta João da Graça por me ter convidado a postar nesta ferramenta que tenho a certeza é a base em que nós todos amantes de software livre para um cabo verde 99.999999% Linux

 

 

*(termo crioulo que significa oportunismo, ou viver à custa dos outros ou do alheio)



publicado por ricardinoevora às 17:17
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3 comentários:
De Nelson Fernandes a 17 de Agosto de 2010 às 13:12
Ricardino Évora

É com grande prazer que acabo de ler (e esperando por mais) o seu post contendo algumas reflexões dobre o software livre em Cabo Verde. Sou de Santo Antão mas no momento estou estudando no Brasil e a minha pesquisa de Doutorado é sobre o software livre. Eu estou fazendo Administração de empresas e portanto eu não tenho conhecimentos técnicos sobre o assunto. Na verdade eu exploro justamente é essa filosofia de software, essa nova forma de organizar a acção descentralizada, horizontal, colaborativa, em rede, democrática, provocadora de inovação. No Brasil a discussão do SL é uma questão levado a sério porque poupa milhões de dólares ao governo federal, gera mais segurança sobre as bases de dados, estimula a inovação local, já que as empresas e universidades tem condições de criarem suas próprias soluções. Estamos na sociedade da informação, na era do conhecimento. Informação é poder. Informação é dinheiro. O software é informação, é conhecimento. Não se pode deixar que meia dúzia de empresas monopolizem o conhecimento para obter ganhos financeiros a custa de milhões de pessoas que não poderão ter acesso a esse conhecimento. Tenho a impressão que as características de desenvolvimento do software livre casa muito bem com a realidade de Cabo. Os seus principais recurso são, o talento humano e generosidade intelectual. Isso Cabo Verde tem condições de oferecer. Fora que a forma rizomática de desenvolvimento do SL colocaria Cabo Verde em dialogo com uma rede planetária de desenvolvimento onde impera o talento e generosidade intelectual o que aceleraria o desenvolvimento de soluções e inovações para empresas e para o governo de Cabo Verde. Para isso todos sabemos tem que haver investimento em infra-estrutura de banda larga barata, estimular o seu uso no sector público e privado, envolver as universidade e disseminar a internet na rede de escolas. Estou meio por fora do nível de debate em Cabo Verde mas certamente este espaço deve facilitar isso e espero manter contacto com vocês.

Um abraço fraterno de Recife.

Nelson Fernandes


De ricardinoevora a 23 de Agosto de 2010 às 13:18
Caro Nelson!
Obrigado pelas palavras amigas, e com certeza vou postando assim que tiver alguma disponibilidade de tempo, pois sou desde muito cedo um linux fan e tenho a certeza que com a inteligência (que é a nossa maior fonte de riqueza) teremos um pais com muito menos custos de funcionamento, se utilizando os SL , penso que poderíamos economizar pelo menos 80% do OE dedicado às novas tecnologias, verba essa que poderia muito bem servir para tapar muitos "buracos" por esta nossa querida terra.

Um bem haja


De Nelson Fernandes a 23 de Agosto de 2010 às 22:42
Pois é Ricardino Évora!!!!

Do ponto de vista técnico a solução existe. É um meio eficiente, prático e acima de tudo barato. Do ponto de vista tecnológico é uma ótima solução para um país pobre e que tem recursos humanos ávidos por desenvolver soluções para a sua terra. O gargalho está é nas decisões políticas e econômicas dos nossos governantes. Ou seja, temos uma barreira ideológica ((os cofres da empresas de software de código fechado e todo o mundo que ganha com essa configuração de negócio)) a vencer


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